Processos de Trabalho em CME: Aprendendo com os Especialistas – Samuel Morais (Inglaterra)

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Samuel
O palestrante Samuel Morais (Inglaterra), com as anfitriãs Teresinha Neide e Ana Miranda

O palestrante Samuel Morais (Inglaterra), desenvolveu a temática: Instrumentos complexos e a limpeza ultrassônica no departamento de CME. O palestrante iniciou sua apresentação conceituando instrumento complexo e discorreu sobre alguns pontos relevantes enfatizando que há décadas, os instrumentos médicos eram quase exclusivamente feitos de aço e vidro, e muitos pareciam com as ferramentas usadas por um açougue ou em mecânico de autos.

Continuo comentando sobre o tremendo crescimento de cirurgias minimamente invasivas na década de 1990, no entanto, trouxe endoscópios flexíveis que são passados ​​por pequenas incisões para ver dentro dos pacientes. Os instrumentos tornaram-se menores, mais especializados e complexos, com partes móveis, orifícios minúsculos e longos canais estreitos. Fabricantes desenvolveram dispositivos mais sofisticados a base de tungstênio, plástico e outros polímeros. O progresso continua. À medida que os cirurgiões começam a confiar na robótica, os dispositivos estão se tornando ainda mais elaborados.

Instrumentos modernos intrincados revolucionaram a cirurgia, mas eles se mostraram difíceis de limpar. Aqueles minúsculos canais internos ficam entupidos com tecido e sangue invisíveis.

“A limpeza já era um trabalho de fábrica básico, agora é muito complexo. Demora muitos passos. É como um processo de laboratório.”

Percebam que o palestrante já iniciou a sua apresentação com muita informação e não parou por aí, seguiu nos brindando com conhecimento fundamentado.

Samuel prosseguiu dando ênfase aos aspectos normativos e instruções do fabricante, como ponto fundamental a ser requerido pelo usuário. O usuário deve conhecer a ISO17664.

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“É simples: o representante legal que vendeu os instrumentos ao hospital passará muitas horas com vocês, no departamento da CME, orientando quanto aos métodos corretos e seguros para você limpar o dispositivo, deixando-o seguro para o uso do paciente, ou na realidade, você recebe uma cópia das instruções de uso da empresa que fabrica o dispositivo e segue-os atentamente (nenhum representante virá!). É responsabilidade do fabricante fornecer-lhe esta informação, eles criaram o instrumento e só eles podem dar-lhe as instruções passo a passo para fornecer um resultado consistente e repetitivo… não é para você ter que adivinhar o que está fazendo correto e esperar que não haja canais ocultos ou pontos mortos no dispositivo que você desconhece”.

O palestrante dá sequência abordando o método de limpeza manual versus automatizado, e a necessidade de trabalhar com gerenciamento de riscos na expectativa de obtenção de processo seguro e robusto.

Apresentou o conceito de lavadora ultrassônica bem como as características desse equipamento, detalhando o gerador ultrassônico, transdutor, tanque de aço inoxidável, água. Deu continuidade na apresentação abordando a interação desses 4 requisitos de uma lavadora ultrassônica no processo de funcionamento do equipamento.

Destacou o conceito de desgaseificação versus limpeza ultrassônica. Água contém bolhas de oxigênio e outros gases. Para a limpeza ultra-sônica isto não é bom!

Em contrapartida lembrou que sem água não há limpeza ultrassônica, ou seja, aonde a agua não consegue acessar não há limpeza.

O palestrante Samuel Morais nos conta que há muitos anos atrás, um hospital usuário dos equipamentos para limpar dispositivos com lúmen, informou ao fabricante a dificuldade que tinha para processar limpeza de itens com lúmen. A partir dessa informação o fabricante desenvolveu o “conector distal” que faz exatamente o que descreve. Permite que o fluido seja colocado no dispositivo a partir da extremidade distal, removendo o ar no eixo e permitindo que a cavitação ultra-sônica penetre no dispositivo.

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A aula do Samuel foi extremamente enriquecida com vídeos muito didáticos que ajudaram sobremaneira o entendimento do processo de limpeza ultrassônico.

O palestrante Samuel Morais discutiu com os participantes alguns pontos importantes a serem considerados num descritivo técnico de lavadora ultrassônica tendo em vista que não há norma técnica específica para esse tipo de lavadora. Com certeza esse momento foi bastante enriquecedor e de grande aplicabilidade prática.

Para o palestrante Samuel limpeza ultrassônica é, portanto…

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O palestrante finalizou sua apresentação com as considerações, a seguir:

Todos os métodos de limpeza sejam qual for têm que seguir as instruções de uso.

O instrumento de Lúmen exige que o ar seja substituído por água para a atividade ultra-sônica no interior do dispositivo… sem água, sem limpeza.

A irrigação ultrasônica é essencial no reprocessamento de instrumentos complexos.

 

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